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Vivemos entre paredes fluidas.


No século IV a.C. um chinês, que não trabalhava para uma multinacional falava sobre como a estratégia correta poderia conquistar o mundo. 

Sun Tzu abordava que todos os eventos e estratégias deveriam ser abordados em um combate racional. Mas se você não tivesse conhecimento de suas capacidades e das capacidades de teu adversário, em cem batalhas não venceria nenhuma.

Assim, muitos dos grandes conquistadores se utilizaram de suas lições para vencer e conquistar. Napoleão foi um desses grandes que conquistaram uma grande parcela do mundo mas que no final acabou sendo vencido por uma característica fluida que não poderia ser prevista chamada INVERNO.

E ainda hoje, muitos olham para o mundo e acreditam que estão observando um imenso tabuleiro de xadrez com peças que sempre se movem para os mesmos lugares. No entanto, não temos apenas o clima apenas para nos preocupar. Existe um mundo todo que transita do estado analógico para o digital numa velocidade cada vez mais acelerada. Nos levando da cultura verbal para os documentos de papel, dos relatos em filme e das músicas em fita magnética para um mundo dominado pelos bits e assolado por outros bytes errantes.

Esse é o mundo fluido da informação que têm presente em todas as áreas criando uma quebra completa dos paradigmas da próxima revolução, poia agora as armas são conhecidas como hardwares, sistemas online, mobilidade, transmídia, ferramentas de criação e Games.

Mesmo assim, em eras onde contamos as gerações já ultrapassaram as últimas letras do alfabeto, ainda não conseguimos ver o que realmente está acontecendo. Principalmente porque não é possível ver através de paredes fluidas que se solidificam e se torcem a todo o momento.

Pais não entendem seus filhos, professores não sabem mais como ensinar e irmãos de treze anos dizem que suas irmãs de dez pertencem a gerações diferentes. Estes são apenas alguns dos sinais desse admirável mundo novo que parece abarcar tanto as obras de Huxley e Orwell enquanto assistimos ao remake 3D do filme Matrix na conexão de internet que nosso playstation 4 estabeleceu.

Como pandora, só nos resta a esperança de que, um dia, iremos entender o que está acontecendo. E, estudar o porque dos jogos de computador serem os grandes responsáveis pela disseminação da mitologia moderna, é um dos fatores que nos demonstram que cada nova mudança imposta acaba por acelerar nossa capacidade de processar novos pensamentos e idéias permitindo que tudo mude, mas tudo permaneça a mesma coisa.

Observo que é assim, de uma maneira cada vez mais natural, que as crianças tratam a tecnologia. Quem sabe possamos alcançar o mesmo estado “zen” que elas parecem ter quanto a esse assunto. 

Sendo essa capacidade indispensável nos dias de hoje, porque só assim poderemos manipular e entender, ao menos um pouco, as informações que fluem em nosso dia a dia e que invariavelmente, trazem o inverno para nossas estratégias e ações.




E para refletir um pouco mais sobre Huxley e Orwell clique:

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2 respostas
  1. Lyu somah
    Lyu somah says:

    A tecnologia domina nosso mundo atual, e as mentes de algumas ou milhares de pessoas. Quando alguém toca no assunto zumbi, já logo imagino varias pessoas com seus aparelhos tecnológicos nas mãos, sem piscar, sem olhar para os lados, mal come, mal dormi, mal conseguir lembrar que tem família.

    “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”. #Orwell

    Lyu Somah
    http://lyusomah.blogspot.com.br/

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