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Acesse toda a playlist dos programas gravados do Criador de Mundos!

Acesse abaixo a playlist de todos os programas do Criador de Mundos que estão no Youtube!

 

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Na Antologia “FANTÁSTICAS”, as mulheres são o foco das histórias!

Organizada e editada pelos escritores Giulia Moon e Walter Tierno para a Giz Editorial, FANTÁSTICAS traz em seu DNA a diversidade, pois é resultado da união entre escritores das mais diversas profissões, etnias e gêneros. Alguns, enfrentando o desafio de publicar um conto pela primeira vez.

O livro é resultado de um curso de escrita que Moon e Tierno ministram desde 2015 e traz um conjunto de contos que prima pela riqueza de ideias, estilos e abordagens ao universo fantástico. São 8 contos de humor, 7 de aventura e 8 de terror. São 23 maneiras de enxergar o gênero feminino – todas elas fantásticas.

FANTÁSTICAS traz também um conto inédito de cada um dos organizadores: Giulia Moon, conhecida pelos seus livros de vampiros, traz uma aventura de sua vampira japonesa Kaori; e Walter Tierno, escritor e ilustrador, traz uma história tragicômica sobre um futuro sem machos da espécie humana.

O lançamento de FANTÁSTICAS será em São Paulo, no dia 11/11, a partir das 11:11 horas, na Biblioteca Viriato Corrêa. O evento contará com 3 bate-papos com a participação dos autores, com os temas “O Riso”, “A Aventura” e “O Medo”, além de sorteios de prêmios e apresentações de canto e dança.

 

 

“FANTÁSTICAS – Contos de fantasia protagonizados por mulheres”
Giz editorial, 2017
288 páginas.
Autores: Alessandra Morales, Allana Machado, Amanda Gonçalves, Ana Paula de Souza, Bruno Catão, Bruno Melo, Carlos Sanches, Cesar Sinicio, Cristina Vieira, Daniel Constantini, Dany Fernandez, Dimitrius H. Alves, Felipe Eduardo Amaral, Fernando Molina, Josy Santos, J. B. Alves, Mariana Albuquerque, Paulo Vitor Mendonça, Renata Brito, Robson Andrade Costa Binho, Victor Bertazzo. Organização: Giulia Moon e Walter Tierno.

 

Como chegar: https://goo.gl/7ikDdQ
Evento Facebook: https://goo.gl/yKGsrt
Fanpage: https://goo.gl/nT1cFf

 

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Sandman – Prelúdios Noturnos: 24 Horas

A adaptação “24 Horas” é baseada em uma história criada por Neil Gaiman, e desenvolvida por fãs do quadrinho Sandman. Nela, um paciente psicótico que fugiu do Asilo Arkham decide se divertir à custa de seis clientes de um pequeno restaurante 24 horas.

Sandman Nº1 preludios e noturnos neil gaiman plano criticoSandman é uma multipremiada série de história em quadrinhos para adultos, escrita por Neil Gaiman e publicada pela editora Vertigo da DC comics. Entre os muitos ilustradores que já trabalharam na revista incluem-se Bill Sienkiewicz, Dave McKean, Sam Kieth, Charles Vess, Miguelanxo Prado, Jill Thompson, JH Williams III, Milo Manara, Mike Dringenberg, Shawn McManus, Marc Hempel e Michael Zulli. Suas histórias descrevem a vida de SONHO, o governante do Sonhar (o mundo dos sonhos) e sua interação com o universo, os homens e outras criaturas. Descrita como “história em quadrinhos para intelectuais” ela foi a primeira HQ a entrar na lista dos best-sellers literários do The New York Times.

Em 24 Horas, Gaiman escreveu sobre o Doutor Destino (John Dee), que antes foi internado no Asilo Arkham pela Liga da Justiça. Ele escapou de lá porque teve acesso a um rubi que pertencia a Morpheus (SONHO), realizando assim uma jornada de ódio e domínio da humanidade através dos sonhos. Uma trama realmente assustadora, onde todos revelam partes de suas personalidades escondidas (ou são forçados a revelá-las) e terminam mortos, dado o extremismo de com que isso acontece. Ao lado de O Sono dos Justos e Uma Esperança no Inferno, esta completa uma das melhores tríades da série de quadrinhos Prelúdios e Noturnos.

O filme foi criada por Evan Henderson e Nicholas Brown e não tem afiliação com Neil Gaiman, Vertigo Comics ou Warner Bros. O filme foi autoproduzido e desenvolvido, sem financiamento do Kickstarter ou de qualquer outro grupo. Segundo eles, tudo o que eles queriam era fazer uma história de Sandman ganhar vida. O filme segue a risca o roteiro do quadrinhos e por isso contém violência, gore, nudez, linguagem grosseira e temas sexuais. A discreção do visualizador é aconselhável.

Para mais informações visite a página dos idealizadores: facebook.com/24hourdiner

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As três Perguntas.

Primeiro, ele sentiu uma pequena dor. Algo que poderia muito bem ser confundido com uma fisgada que irrompia bem no fundo de sua nuca. Logo depois, uma sensação morna e aguda irradiou-se por todo o pescoço, quase como se fosse um arrepio que surge do nada e lembra o toque sobrenatural feito por um anjo mítico e misterioso. Então, como sempre acontecia, acordou no meio da noite sentindo a cabeça pesada.

Diante de seus olhos, a escuridão perdurou por alguns segundos. Só então começou a divisar as formas dos armários, bem como a porta entreaberta de seu quarto. Com cuidado, se sentou na cama, para assim não acordar a esposa que dormitava ao seu lado.

Passou a mão nos cabelos e sentiu que estava empapado em suor. Parecia que mais uma vez, ele havia percorrido quilômetros dentro de uma outra realidade, dentro de um outro sonho insano. Era quase como se percorresse, durante apenas uma noite, todo um universo à parte. Vivenciando anos inteiros em um lugar onírico, distante e diferente de tudo o que existia.

Mas agora, isso não importava mais. A sua existência prévia nas terras de Morpheus já ia sumindo e minguando à medida que ele acordava. Então, enquanto engolia a saliva seca e amarga, ele teve noção de que as três companheiras novamente se faziam presentes.

É claro que elas não existiam. Não da maneira como concebemos as coisas, não da maneira como embalamos o sonho que chamamos de realidade. Elas não eram nem criaturas corpóreas ou mesmo aparições fantasmagóricas. Por isso mesmo, elas eram assustadoras. Elas eram as três perguntas que sempre o visitavam quando ele despertava naquela hora da madrugada.

As três perguntas sempre existiram

A primeira, conviveu com ele por toda a sua infância. E só por isso, ele a imaginava como uma garota bela, diferente de tudo o que ele conheceu, que sempre o remetia à lembrança de sua primeira namoradinha e da primeira vez que sentiu a estranheza de ter um beijo roubado. Por isso, ele gostava de imaginar que ela teria cabelos vermelhos e se vestiria toda de preto. Como se fosse uma pessoa cheia de energia, sorrisos e segredos misteriosos.

Então ele sorriu quando escutou, como se fosse um sussurro, a sua indagação:

— Porque você está aqui?

Ele poderia muito bem responder que estava em seu quarto, acordando mais uma vez em um bairro de São Paulo. Mas essa era uma resposta localizada. Então, ele pensou em responder que estava vivo por um acaso, só porque Deus não o levou no acidente de carro que matou seus avós. Mas essa também era apenas uma resposta de fé. Então, como resposta, ele só abriu um sorriso para ela e se levantou para tomar um copo d´água.

Sem luz, o corredor do apartamento era um conjunto de sombras sobrepostas. Uma imagem abstrata que sempre o aterrorizou quando pequeno pois, para ele, observar a escuridão era como abrir uma porta para estranhos e assustadores universos, lugares habitados por monstros com grandes olhos e dentes pontiagudos. No entanto, com o passar dos anos e à medida que sua barba crescia e seus cabelos ganhavam algum cinza, o medo foi sumindo. Agora só restava a curiosidade sobre o que poderia existir além da escuridão.

Assim, ele agora sempre flertava com a imaginação e brincava com a possibilidade de que realmente em alguma sombra mais profunda ele pudesse simplesmente esbarrar com alguma criatura extraordinária. Ou quem sabe, encontrar algum segredo enigmático ao abrir uma porta misteriosa que o levasse a conhecer outros mundos além deste. Mas nada aconteceu em seu curto trajeto do quarto até a cozinha.

Foi só quando bebia devagar o copo de água, é que ele sentiu os pelos de sua nuca se arrepiarem por um pequeno instante. Esse era o sinal, quase a sensação de um abraço, que a segunda pergunta causava quando se aproximava dele.

Ele sentia e sabia bem no fundo de seu coração, que ela era mais velha do que a primeira. Por isso, às vezes, ele a imaginava com as vestes e as faces de suas antigas professoras do colegial ou mesmo com a aparência de suas tias preferidas. Aquelas mesmas que sempre escolhiam livros como presente de aniversário ou natal. Enfim, ela era a sua companheira do dia a dia. Aquela que sempre estava presente quando ele decidia que roupa deveria vestir e que papel desempenharia perante as outras pessoas.

Ele se virou, e quase conseguiu imaginar o vulto que, de leve, corria para trás dele e sussurrava em seu ouvido.

— Quem realmente é você?

Essa era a pergunta o acompanhava para onde quer que ele fosse. Se fosse dar uma aula, ele assumiria a postura de um professor. Mas ele não era um professor, ele estava apenas personificando um. Na empresa, quando andava rápido com os sapatos repicando no chão, ele escutava de novo a mesma pergunta. Então sabia que naquele momento ele estava como um profissional, um trabalhador. Mas nada respondia quem realmente ele era.

Quem realmente é você?

Então, ele apenas sorriu de novo e terminou de engolir o restante da água que agora aplacava a sede que seu corpo sentia. Agora, totalmente desperto, ele só pôde fazer aquilo que sempre fazia. Foi até o escritório, ligou o computador e começou a escrever as ideias que pairavam à sua volta.

A música baixa no seu fone de ouvido ditava o tom de seu teclar e então, como se fossem mariposas atraídas por uma vela, as ideias surgiram em revoada e ele acabou despejando letras, palavras e frases em um papel falso, criado por um apanhado de zeros e uns, suspensos em seu monitor.

— Que saudade da minha Olivetti. — Suspirou saudosamente. Então, afastou a memória antiga com um balançar de cabeça pois relembrou da dificuldade que era manipular o papel e desenroscar as teclas tortas da velha máquina de escrever.

Naquele momento ele se iludia e pensava que pelo menos aquela noite, a última delas não apareceria. Que a terceira e derradeira pergunta iria finalmente dar uma folga para ele. No entanto, ele sentia, bem lá no fundo, que isso era uma mentira pois aquela dor que o acordara fora feito por uma unha imaginária. Uma unha afiada como uma garra e venenosa como a ponta do rabo de um escorpião.

Então ele sentiu que podia escutar um arrastar que se encaminhava da cozinha para o corredor, e do corredor para o escritório. Era por causa desse “som” imaginário que ele sempre a considerava usando aqueles antigos chinelos de camurça cheio de mofo e um penhoar antigo e desbotado.

Para ele, ela era enrugada e cheirava como se fosse aqueles velhos pacientes que todos sempre esbarram quando tem de visitar alguém no hospital. Então ele nem se virou e nem se mexeu. Não precisava, pois diferente das outras, ela o enlaçou por trás, como se fosse um vento gélido que entra de mansinho pela fresta da janela apenas para lembrar que até mesmo o calor é passageiro. E assim, estalando os poucos dentes que ainda tinha na proverbial boca, perguntou:

— Porque você existe nesse curto período de tempo, se tudo o existe está preso entre duas enormes eternidades?

Ele sempre odiava quando ela fazia isso. Na realidade as três perguntas, mesmo sempre presentes, o incomodavam demais. Isso só acontecia porque ele não tinha as respostas finais e, bem lá no fundo, ele sabia que só iria entender o que cada uma delas falava, quando às encarasse uma última vez antes de morrer.

Pra onde vamos quando tudo acaba?

Mesmo assim, por muito tempo ele procurou nos livros por respostas que pudessem aplaca-las. Inicialmente ele só queria saciar sua curiosidade. Depois de um tempo, só desejava passar por uma noite decente de sono.

A princípio, ele achava que estava sendo visitado por Hécate. Principalmente porque a deusa grega dos caminhos era representada com três corpos e três faces que simbolizam a virgem, a mãe e a velha senhora. Era assim que ela tinha o poder de olhar para as três direções e ao mesmo tempo, ver o destino, o passado que interferia no presente e as coisas que poderiam prejudicar o futuro de cada um.

Mas Hécate personificava apenas uma pequena parte das três perguntas. Assim, chamá-la por apenas um nome não fazia sentido nenhum. Seria o mesmo que acorrentar o vento ou, colocar em uma gaiola, a sua imaginação.

Em um outro livro de símbolos, ele descobriu que a donzela também representava o despertar da sexualidade, a primavera e o início dos tempos. E tantas outras deusas, tais como Afrodite, Eostre, Ártemis, Atena, Perséfone e Diana assumiam esse aspecto. Ela era aquele ser feminino que não foi afetado pelas expectativas sociais e culturais determinadas pelo sexo masculino. Por isso tinha muito a ver com a infância e adolescência da mulher onde ela ainda é, ela mesma. A donzela ainda não sabe usar as máscaras sociais e por isso, ainda não havia perdido sua inocência.

No mesmo livro era apresentado o aspecto da mãe, que também podia ser considerada como amiga, guerreira, professora ou irmã. Esse é o aspecto da mãe natureza e também da criadora e doadora da vida de todas as coisas animadas e inanimadas. Ela representa o verão e tantas outras deusas assumem seu papel. Deméter, Isis, Nut, Hera, Danu, Selene e sua favorita, Gaia. Todas elas se referem ao mito universal de divindade feminina relacionada à natureza, aos ciclos e à Fertilidade. Uma presença que representa a reflexão sobre o poder do patriarcado, o equilíbrio e a maneira como podemos admirar as mulheres fortes que influenciam a nossa vida.

E por fim, relutante, foi ele ficou sabendo mais sobre a anciã. Aquela que guarda o conhecimento oculto, os mistérios da sabedoria mágica, o submundo, a sombra e todos os segredos que só a idade pode proporcionar. Por isso a sua imagem está associada ao inverno e a deusas assustadoras como Hécate, Kali, Baba Yaga e Ceridwen assumem seu manto. Mas ela também é a avó benevolente. A mulher sábia, mais poderosa que a mãe. A bruxa que guarda segredos e que, por causa da idade, acumulou mais experiências do que todos.

Temor e respeito.

Esse segundo livro o ajudou a entender um pouco mais dos aspectos que sentia. Mas nada explicava realmente quem ou o que eram as três perguntas, e principalmente, quais respostas elas queriam escutar.

Por isso que ele desistiu de procurar. Pois agora ele sabia que elas representam as Fúrias, as três que são uma. As poderosas, bondosas e assustadoras perguntas que rondam todos os seres humanos desde o momento que eles abrem os olhos no berço, e se afastam no momento final em que cada um fecha os olhos para a vida. Pensando bem nisso. Elas estavam ali para relembrá-lo sobre sua condição finita. Para assim deixá-lo preparado para o que aconteceu, o que está acontecendo e o que vai acontecer.

Pensando nisso, ele então relembrou que recentemente mais um pequeno pedaço das respostas surgiu em sua vida. Mais um pequeno fato o ajudou a responder um pouco mais de cada pergunta, de cada pequena parte desse infinito quebra-cabeça.

Com a manhã já se avizinhando, as três se aproximam como se fossem uma e sussurram suas perguntas mais uma vez no fundo de sua mente. E, enquanto aguardam, ele resolve responder o que seu coração aponta.

Escrever revela perguntas e ajuda nas respostas.

— Porque você está aqui? — Questiona a primeira, abrindo logo depois um cálido e jovial sorriso.

— Eu estou aqui para contar histórias sobre o mundo. Eu estou aqui apenas para criar mais um pequeno pedaço desse imenso sonho que chamamos de humanidade. — Responde ele. — Da mesma maneira que eu sonho com os mundos que outros criaram, um dia outros sonharão com meus mundos.

A primeira pergunta então joga um beijo e se afasta. A próxima então se aproxima.

— Quem realmente é você? — Pergunta aquela voz cálida que aquece o coração e dá forças para responder.

— Eu sou um escritor. — Responde ele com a voz embargada. — Ainda não sei o que isso representa por completo ou o que posso fazer pelo mundo. Mas a cada dia que vocês me visitam, essa resposta se torna mais clara.

Ela então faz uma mesura e se afasta, deixando para trás as lembranças e saudades de sua mãe. No entanto, a sensação não dura muito tempo e se dissipa com os primeiros raios do sol. Então, das últimas sombras ele sente um cheiro de musgo misturado com segredos e aquela sensação fria e pesada faz a última pergunta.

— Então porque você existe nesse curto período de tempo, se existem duas enormes eternidades antes do nascer e depois do morrer?

O escritor tenta responder e engasga. Então, depois de interromper seus pensamentos dissonantes e seu medo, ele consegue refletir sobre todos os anos que percorreu, sobre todos os erros que cometeu e principalmente, sobre todas as escolhas que tomou.

Ele se lembra dos seus sonhos de infância. Dos primeiros concursos de poesia no colégio. Dos primeiros textos escritos em coletâneas. Dos primeiros cursos desenvolvidos com seus pares. Então ele se lembra de como recentemente, recebeu um convite pela internet. Um convite para que, de uma maneira lógica e mágica ao mesmo tempo, ele pudesse se conectar com pessoas e sentimentos tão diferentes, mas que buscavam realizar a mesma coisa.

Então, criando coragem, ele se levanta e num último impulso se aproxima sem medo da sombra que se esvai, para assim responder:

— Estou presente neste momento porque vocês me colocaram aqui. Vocês, as bondosas sem face. Aquelas que fiam, atam e cortam o fio da vida me escolheram para que eu me encontrasse com outros escritores. Trocando minhas experiências e dividindo meus medos. Ou seja, eu existo porque eu tenho uma missão. Foi por isso que eu escolhi escrever, e foi por isso que eu aceitei esse legado. Porque nenhum homem é uma ilha e ninguém sabe de tudo. Só assim, junto de outros como eu, poderei cumprir a missão que me foi dada.

A última sombra então desapareceu por completo, deixando para trás apenas a sensação de um mistério que ainda deveria ser desvendado. E, enquanto o sol despontava no céu e sua esposa começava a revirar na cama, o escritor sentiu que havia finalmente encontrado mais um pedaço da meada, mais uma parte do fio da história que estava escrevendo e sendo escrito enquanto vivia.

Uma história formada por tantos outros como ele. Outros escritores que aceitaram o chamado das furiosas. Um chamado assustador e misterioso que pode revelar as respostas que sempre rondam as nossas vidas.

E você? Já recebeu a visita de alguma delas hoje?

Porque escrever e refletir é preciso. Sempre…

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Delenda e o Vale dos Segredos da escritora Amanda Reznor!

11227149_1062892210405322_1897760605_o“Com uma bonequinha de pano entre as maxilas, um gato negro sobe no telhado da estalagem. Pula sobre a borda da chaminé e joga a boneca lá dentro novamente. Era seu esporte favorito – esconder os brinquedos das meninas. Não que ele tivesse essa consciência, é claro. Um dia ele apenas resolveu experimentar a façanha, gostou e repetiu, sem saber que seus pequenos tesouros eram descobertos e removidos pela parte de baixo. Desde então, muitos objetos têm sido retirados da chaminé pelo velho Pereira ou Maurício. E, não se sabe exatamente o porquê, com aquela bonequinha de pano o gato ficava especialmente eufórico. Mal a viu retornar ao quarto das meninas, abocanhou a boneca e saiu de fininho, disfarçando a traquinagem, e a depositou novamente na chaminé. Satisfeito com a missão bem-sucedida, o gato salta para a relva e prepara-se para perseguir pintinhos. Distraído, porém, não percebe o saco de pano que se fecha ao seu redor. Ele mia, desesperado, na tentativa de libertar-se daquela estranha prisão, mas é em vão…”

 

Está semana durante o programa de Rádio Criador de Mundos iremos entrevistar a escritora Amanda Reznor, escritora focada no público Teen que já teve diversos contos selecionados para publicação em mais de dez diferentes antologias de poemas e contos, além de organizar diferentes antologias. Seu gênero favorito é o terror-suspense e o livro Delenda e o Vale dos Segredos é o primeiro volume de sua trilogia

Segundo a autora, o Vale dos Segredos é um lugar. Tão real quanto eu ou você e o que habita o nosso imaginário. E, como todo lugar, preserva as digitais dos séculos que o tempo em vão tenta apagar. Mas elas, como impressões virtuais refletidas num ponto qualquer do universo, perseveram. Delenda é uma dessas histórias que rega o Vale. Cláudia Blaise é uma garota quase comum: vive com sua avó em um bairro nobre, sustentada por uma gorda pensão deixada por seu avô. A única coisa que a difere de seus colegas da faculdade é que ela não conhece a mãe, que sumiu após o parto, e o pai, que foi assassinado no mesmo dia em que ela nasceu. No seu décimo oitavo aniversário, porém, uma surpresa está para alterar todo o rumo de sua vida. Mas o que vem disfarçado de um presente tentador pode ser, na verdade, uma cilada de encantos, mistério e morte… Será que ela descobrirá os importantes enigmas do Vale dos Segredos e, mais importante, saberá como escapar desse terrível labirinto? Interessante não é?

amanda-reznorA escritora Amanda Reznor registra histórias desde que aprendeu a escrever. É também apaixonada por toda forma de arte, cultivando o canto, a dança, o desenho, a pintura, o teatro, a composição musical e a fotografia. Tem muitos projetos em mente, tanto na escrita quando na área musical e multimídia, e, como a qualquer bom leitor, cada livro digerido lhe fornece um novo leque de possibilidades fantásticas. Palavras ditas pela editora Madras que acreditou na qualidade do trabalho e publicou o livro da Amanda.

Além disso, ela é uma escritora interessada no fomento à leitura, participou de eventos e programas de incentivo, como do Projeto De Mão em Mão, parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a Editora UNESP, e do blog Concursos Literários, fundado por Rodrigo Domit, que visa a divulgação do maior número de editais de participação gratuita a quem estiver interessado. Também atuou em filmes de produção recente (2015/2016), como Cipriana Gótica, do diretor Claudio Andrade e roteirista Lala Lopes, para o qual também colaborou com parte da trilha sonora, e no filme Meu Velho Novo Amor, de Denise Morais, em cuja filmagem aparece o livro Delenda. 

Saiba mais sobre o livro, a autora e suas influências no programa ao vivo que transmitiremos hoje (01/12) na Rádio Geek pelo link www.radiogeek.com.br ou pelos apps que você pode baixar na loja do Google ou IOS! Viaje com a gente para um mundo no qual superstição e ceticismo se encontram, morte e vida dão as mãos, espelho e reflexo dançam. O Vale esconde muitos segredos mas você, juntamente com o apresentador J.B.Alves estão prestes a desvendar alguns deles.

Então, gostaria de ganhar um livro autografado pela autora? Então participe do nosso DESAFIO abaixo:

A personagem Cláudia era uma pessoa cética antes de viver suas aventuras no Vale dos Segredos. Ela negou-se a ver o que realmente estava acontecendo ao seu redor, mas, ao final de tudo, por bem ou por mal ela acabou acreditando. Bem, é claro que isso é apenas um livro, uma história inventada. Talvez tenha algum fundo de verdade ali, como em todas as outras histórias contadas.

Mas agora vem a pergunta… E você? Você acha que estamos sozinhos no Universo? Sendo “sim” ou “não”, conte-nos o porquê da sua resposta.

A resposta mais criativa e a mais inteligente receberá da autora um livro Delenda, então prepare a caneta (ou o teclado) e vamos lá! Deixe sua resposta como um comentário no post dessa matéria ou no post página oficial no Facebook da Rádio Geek usando as hashtags: #geekaovivo e #delenda.

Aguardamos vocês hoje ao vivo das 18h as 20hs. Até lá!

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Conheça mais sobre o livro “Filhos da Lua: O Legado” de Marcella Rossetti

Mitologia, personagens carismáticos, fortes emoções e uma aventura sobre lobisomens no Brasil é a receita do sucesso da autora.

Na semana que vem (dia 10/11), durante o programa de Rádio do Criador de Mundos, entrevistaremos a autora Marcella Rossetti responsável pelo livro “Filhos da Lua: O Legado”, um livro que alcançou a lista dos 100 mais vendidos em todas as categorias da Amazon e tem permanecido entre os mais vendidos em Fantasia Urbana, categoria na qual ele é o e-book mais bem avaliado pelos leitores (+60 avaliações, todas positivas).

Esse romance recentemente ganhou uma edição impressa e em qualidade de luxo pela AVEC EDITORA, editora nacional criada em 2014 para trazer o melhor da literatura, principalmente da literatura fantástica, para seus leitores.

Logo

http://aveceditora.com.br/

“A sensação é a de um sonho sendo realizado. A Amazon abriu as portas para meu romance ser conhecido e a Avec Editora acreditou no potencial da obra para o grande público. Entretanto, a coisa mais valiosa na Amazon para mim são as avaliações carinhosas dos leitores”, comenta Marcella.

Também professora, a escritora diz ter encontrado na sala de aula uma fonte de rica de inspiração para o universo de “Filhos da Lua”.

Com certeza o livro não seria o mesmo sem a presença de meus alunos em minha vida. Também peguei deles algumas qualidades físicas e personalidades. Eles sabem disso e ficaram muito felizes. Talvez tenha sido isso que tenha deixado os personagens verdadeiros e carismáticos para os leitores. Eles foram inspirados em jovens reais. ”, conta.

Mas do que se trata Filhos da Lua?

Ele trata sobre um dos mitos mais famosos da literatura fantástica. Lobisomens! 😉

No livro, Bianca Bley é uma jovem atormentada pelos pesadelos da morte da mãe. Os sonhos são carregados de imagens de presas e garras. Ela imaginou que a solução seria mudar-se para outra cidade. O que só fez piorar tudo. A menina conhece Lucas e parece haver um mistério envolvendo esse belo rapaz.  No primeiro dia na nova escola estranhas sensações a invadiram e ela simplesmente desmaiou aos pés dele.

O que Bianca não tinha ideia é que o encontro com o Lucas e seus companheiros desencadearia uma série de acontecimentos capazes de revelar os mistérios mais profundos de sua vida. Mistérios que revelariam um novo e perigoso mundo e sua vida se transformaria completamente.

Além da sala de aula, fontes como jogos de RPG, literatura e filmes foram vitais na elaboração do elogiado universo de “Filhos da Lua”.

Quatro coisas têm encantado os leitores: o universo criado, os personagens carismáticos, as emoções despertadas neles durante a leitura e o cenário nacional. A mitologia no livro e seu universo são completamente diferentes daquela que o leitor está acostumado e isso o surpreende imeditamente, fazendo-o querer descobrir cada vez mais sobre a mitologia em cada página. Os personagens aproximam o leitor da história e são os responsáveis por despertar neles diferentes emoções. E o cenário nacional é sempre citado como um ponto alto da leitura pelos fãs. Eles adoram reconhecer as cidades e os lugares”, salienta Marcella.

Também segundo ela, os leitores que gostam de destrinchar as regras de universos fantásticos terão horas de diversão com a leitura desse primeiro volume da série:

marcella-rossetti“Os Karibakis são uma raça guerreira dividida em cinco linhagens. Cada uma com seus dons. Alguns deles possuem a marca do legado nas costas, indicando a pureza do sangue. A quinta linhagem, a dos Farejadores, foi extinta há 25 anos durante a Noite da Aniquilação e desde então os Karibakis estão perdendo a guerra contra seus inimigos mortais. ”

Marcella instiga a curiosidade dos amantes de literatura fantástica destacando que esse é apenas um resumo. A mitologia completa apresentada no primeiro livro “é apenas a ponta do iceberg que será mostrado nas próximas obras”.

A autora procurou por técnicas de escritas e estudou diversos livros aclamados pelos fãs. Durante o programa de rádio discutiremos com a autora as técnicas e influências no seu processo de produção. Não deixem de participar e mandar suas dúvidas e curiosidades!

“Os leitores ainda vão se surpreender muito com o mundo dos Trocadores de Pele”, sugere a autora.

Gostou? Então não deixe de escutar o programa Criador de Mundos na Rádio Geek hoje (dia 03/11) as 18hs. Acesse e participe! E se quiser ganhar um livro participe do nosso concurso cultural clicando AQUI!

 

PARA MAIS ACESSE:
Site: www.filhosdalua.com
Amazon: http://amzn.to/1Hv7e4o
Facebook: fb.com/sagafilhosdalua

FICHA DO LIVRO:
ISBN: 978-85-67901-52-7
PREÇO DE CAPA: R$ 49,90
Formato: 16×23 cm, 488 páginas
Papel: lux cream 70g

CATEGORIA
Fantasia Urbana
Lobisomens

PÚBLICO / IDADE
Juvenil/ Jovem Adulto
Autor: Marcella Rossetti
Editor: Artur Vecchi
Diagramação: Marina Ávila
Ilustração de Capa: Talita Persi

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Conheça e apoie o projeto GALICIA de Marsal Alves Branco

Finalmente mais um dos projetos que eu estava esperando ficou pronto e lançou seu projeto online no Catarse! Esperado por duas razões. Primeiro porque foi criado por um grande amigo e segundo porque tem  uma qualidade e uma “magia” que apreciei demais. Esse é o mundo de Galicia criado por Marsal Alves Branco, um grande artista brasileiro que resolveu me mandar algumas informações que agora compartilho com todos.

Espero que gostem! 😉

Leia mais

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Top 5 artigos mais visitados de 2015!

Janeiro de 2016 já está acabando mas não existe nada mais importante do que relembrar o que você fez.

Sendo assim, eu gostaria de compartilhar com vocês quais foram os 5 artigos mais lidos no site Criador de Mundos durante 2015. 

Por ordem:

Quinto Lugar: Por que devemos respeitar as histórias de Ficção Científica?

Leia mais

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Contos de Fadas não são histórias infantis.

1. Contos de Fadas não são brincadeira.

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Lobo Mau?

A origem dos contos de fada nunca foi uma brincadeira de criança porque as tramas criadas pelos camponeses envolviam muitas vezes cenas de sexo, violência e fome.

Os detalhes violentos e libidinosos das histórias que povoavam aquela época foram criados e passados de geração para geração por trabalhadores analfabetos, que se sentavam à noite em volta de fogueiras para contar histórias. Nestas reuniões, ou veillées como era chamado pelos franceses, as mulheres narravam seus casos enquanto fiavam e teciam, o que originou expressões como “tecer uma trama” e “costurar uma história”.  Enquanto isso, os homens consertavam suas ferramentas ou quebravam nozes sem descanso pois, aquele era o universo dos camponeses franceses pré-Revolução, nos séculos 17 e 18. Leia mais

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Anunciada a Terceira edição do Concurso Hydra de Literatura Fantástica Brasileira!

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A revista norte-americana Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show (IGMS) e os websites brasileiros A Bandeira do Elefante e da Arara e Universo Insônia se uniram mais uma vez para levar o melhor da ficção especulativa brasileira para os leitores de língua inglesa do mundo inteiro, através da terceira edição do Concurso Hydra de Literatura Fantástica Brasileira. Leia mais