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Para que não se esqueçam da Loucura.


Mais uma vez a terra começa a se tornar adequada para a nossa sobrevivência e em todo o planeta, os 250 milhões de habitantes podem comemoram a diminuição dos fenômenos climáticos extraordinários que assolaram a nossa civilização
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No entanto, não podemos esquecer do que aconteceu. É nossa responsabilidade relembrar os sinais que simplesmente ignoramos no início de 2001. Pois foi nossa ignorância, nossa arrogância e todo o jogo de interesses daqueles que detinham o poder que acabaram com o ecossistema ao longo dos séculos.

Infelizmente gerações sofreram e nunca tiveram a oportunidade de crescer num mundo belo e saudável. E foi por causa da nossa incapacidade de mudar que o clima em nosso planeta mudou mais rapidamente do que o esperado, matando diversas espécies incluindo bilhões de vidas humanas.

 


Por favor se lembrem dos esforços feitos no passado para diminuir os fatores que vieram a acontecer. E como muitos consideram, lembrem-se de um dos exemplos mais tristes relacionado que aconteceram logo após a assinatura do Protocolo de Kyoto em 1998.

Esse protocolo era constituído num acordo internacional formado por compromissos mais rígidos para a redução na emissão dos gases, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas da época, como causa do Aquecimento Global. 

Basicamente o protocolo estimulava os países signatários a cooperarem entre si através de algumas ações referentes à reforma dos setores de energia e transportes. Ele previa a promoção no uso de fontes energéticas renováveis, da limitação das emissões de Metano e no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos.


E é claro, que a proteção das florestas e de outros sumidouros de Carbono eram discutidos ha muito tempo e também eram considerados essenciais para o tratado.

O objetivo do protocolo era de reduzir a temperatura Global entre 1,4ºC e 5,8ºC até o ano de 2100. No entanto, como muitas comunidades científicas já discutiam na época, a meta de redução seria insuficiente para mitigar o aquecimento global. 
Mesmo assim, muitos países não aderiram ao protocolo, e algumas das maiores riquezas simplesmente não ratificaram o acordo com a alegação de que os compromissos interfeririam negativamente na sua economia.


Assim, a influência das grandes corporações, bem como os diversos interesses econômicos e políticos por todo o mundo começaram a questionar o consenso científico de que o planeta estaria passando por uma elevação de temperatura.

E enquanto algumas pessoas negavam o que acontecia, muitas outras tentavampesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases tóxicos, não se importando de quem era a culpa, e sim que a temperatura continuava subindo.

Discussões sobre ética e economia surgiram em todo o mundo. Sendo que uma das mais fomosas surgiu nos círculos dos estudiosos de economia mundial. Eles diziam que a Lei da Oferta e Procura não tinha mais validade pois chegara o momento em que a relação entre a demanda de um produto e a quantidade que era oferecida deveria começar a refletir no número de pessoas e espécies que morriam ou sofriam em todo o planeta.

 
Logo após 2005, em todo o mundo, iniciou-se um crescente rastro de destruição de ocorrências extraordinárias onde chuvas, ciclones, secas e terremotos deixavam um saldo de mortes e  desabrigados. 



Regiões que antes sofriam por causa da seca, inesperadamente foram arrasadas por quantidades impossíveis de chuva. 
Muitos moradores preparados para a neve começaram a morrer quando as temperaturas aumentaram e continuaram aumentando durante os próximos 500 anos.

E as pessoas de todo o mundo se perguntavam. Porque o clima está mudando? O que está acontecendo com a Terra? E os governos e muitos cientistas ignoravam a mudança sem volta que o planeta passava, pois enfim, o aquecimento já era inevitável.
 
Hoje, sabemos que as mudanças climáticas iriam acontecer de qualquer forma, e que ela só foi acelerada pela presença humana. Que os gases poluentes das fábricas e o escapamento dos automóveis movidos à combustão apenas agravaram o efeito estufa que iriamos presenciar.


A economia mundial funcionava triturando os recursos naturais, e todos estavam convencidos de que qualquer prejuízo que causassem ao planeta seria absorvido proporcionalmente por todos os habitantes sem prejuízo aparente. Triste engano! Um erro pago por diversas gerações futuras.

 
E foi assim. A destruição e a fome se espalharam por todo o planeta. As fronteiras cairam e novas e aterradoras doenças se espalharam por todo o mundo. As grandes cidades costeiras foram destruídas pelo avanço do mar e a economia global entrou em colapso. Locais como Holanda e Japão foram destruídos totalmente.
 
E o clima continuou a piorar levando toda a humanidade à condição de espécie em extinção. Uma espécie que teve de lutar contra o próprio planeta e seu enlouquecido clima para sobreviver.
Enfim, não foi preciso uma guerra nuclear ou mesmo uma invasão alienígena para causar o fim do nosso modo de vida. E foi preciso séculos de luta contra o clima e contra todas as nossas ignorâncias para assim conseguir reverter gradativamente tudo o que aconteceu.
 

 

 
 
Finalmente estamos conseguindo recuperar algumas das florestas mais antigas da mesma forma com que trocamos nossos antigos meios de produção. E nosso maior sonho é apenas ver os céus novamente sem poluição.

Mas não podemos nos esquecer do que passamos. Foi preciso mais de quinhentos anos para que entendêssemos a importância e a ignorância de nossos atos. Espero sinceramente que todos reflitam os passos dados e as ações realizadas, pois as conseqüências da vida são criadas a partir das ações de cada homem consciente que se faz responsável para sobrevivência correta de toda a humanidade.
 
Ou seja, como um antigo escritor disse. Nenhum homem é uma ilha e todos estão ligados pelo planeta. Nunca devemos nos esqueçer disso.
 
Professor Alberto Montoya Alvarez
Carta aos sobreviventes
Continente Central
 
 
 
 
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