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Para 2013, nada…

 

Um dia meus olhos se reencontraram
naquele estado de desencanto marginal.

E então tua nudez foi desfeita
em fios de seda de cinzas profundas.

Me trazendo teus lábios em flores sem júbilo
enquanto garras sob minh’alma, me arranham.
E assim choro pela árvore morta, migalhas de mim mesmo
embarcando enfim minhas lembranças, sem pensar
e em nada e ninguém – me vou.

Como sempre levo tudo, e como sempre desfaço
tudo o que sou …

“Bem vindo 2013. Não te esqueças de nossas esperanças…”