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H.P.LOVECRAFT

O mestre Howard Phillips Lovecraft (1890-1937) foi um escritor norte-americano celebrizado por obras de fantasia e terror, marcadamente gótico, enquadrados por uma estrutura semelhante à da ficção científica.
Durante a sua vida teve um número relativamente pequeno de leitores, no entanto sua reputação cresceu com o passar das décadas, e ele agora é considerado um dos escritores de terror mais influentes do século XX.

Nascido em Providence, Rhode Island no dia 20 de agosto de 1890, Howard Phillips Lovecraft foi uma criança que desde cedo se viu imersa em um universo de fantasia. Na infância, sua saúde delicada o impediu de comparecer assiduamente a escola mas não de, por conta própria, se embrenhar no universo dos mitos e contos de fadas. Aos cinco anos se maravilhava ouvindo histórias de ‘As Mil e Uma Noites’ e aos seis já se entretinha com publicações juvenis sobre mitologia grega e romana.
No meio do ano de 1898 perdeu o pai após cinco anos de internação em um hospital. Seis anos mais tarde, a morte do avô colocaria Lovecraft e sua mãe em dificuldades financeiras que os levariam a trocar sua antiga residência vitoriana por acomodações mais modestas.

Exceto por 2 anos em Nova York (período em que teve a experiência de um casamento fracassado), viveu toda sua vida em sua cidade natal. Morou com a mãe e, após a morte desta (1921), com duas tias.

Sempre foi fascinado por sua cidade natal e pela Nova Inglaterra. A geografia e a arquitetura, bem como outras particularidades desta região, influenciaram sua obra de maneira significativa. Segundo ele próprio, essas visões ajudavam-no a ‘manter vivo o encantos do século XVIII’.

É comum a descrição do autor como um solitário, um eremita interessado apenas em universos estranhos e mistérios. Embora ele mesmo reconheça que passou alguns períodos de reclusão, é difícil sustentar esta opinião quando se sabe da intensa correspondência que mantinha com seus amigos entre os quais Robert E. Howard (criador de ‘Conan’), Robert Bloch (autor do livro ‘Psycho’ no qual o filme ‘Psicose’ de A. Hitchcock foi baseado) e August Derleth. Também pode-se concluir pelas suas cartas que ele dedicava bastante tempo a visitas aos seus amigos. Outro fator que depõe contra o estigma de recluso é a extensa lista de suas viagens que vão desde New Orleans, Lousiana até Quebec no Canadá, documentadas em vários artigos que ele mesmo escreveu (alguns maiores do que a maioria de seus contos).


As primeiras incursões de Lovecraft no universo da escrita foram jornais sobre ciência e astronomia que distribuía entre seus amigos como, por exemplo, ‘The Rhode Island Jornal of Astronomy’ (1903-07). Participou de associações literárias como a ‘United Amateur Press Association’ experiência que ajudou-o a melhorar o estilo e manter contato com outros autores. A maioria dos seus contos fantásticos foram publicados em revistas como ‘Weird Tales’ (‘pulp magazines’). Trabalhou como revisor e ‘ghost writer’, atividade da qual tirava a maioria do seu sustento.

Os seus trabalhos eram profundamente pessimistas e cínicos, muitas vezes desafiando os valores do Iluminismo, do Romantismo, do Cristianismo e do Humanismo. Os protagonistas de Lovecraft eram o oposto do tradicional místico pois sentiam um verdadeiro horror ao encarar a realidade e o abismo sobrenatural.

O princípio orientador literário de Lovecraft era o que ele chamava de “cosmicismo” ou “terror cósmico”, a ideia de que a vida é incompreensível à mente humana e que o universo é fundamentalmente alienígena.

Suas histórias eram povoadas por seres fantásticos, civilizações anteriores ao homem e raças extra-planetárias. Seus heróis eram indivíduos reclusos, atormentados, que não encontravam espaço no mundo comum dos homens e se lançavam em uma busca por um passado imemorial, cidades de sonhos ou segredos terríveis. Muitos no final se entregavam à loucura como uma forma de escapar as revelações que a mente humana não está preparada para enfrentar.

Muitos dos seus contos convergiam para este clímax final, para uma última verdade indizível, construindo uma teia de suspense e antecipação que leva o leitor a se identificar com o destino do herói. A imaginação de Lovecraft criou mitologias e terras fantásticas e suas descrições detalhadas nos levam a recriar as paisagens e absorvem nossa imaginação em cada cena.

No início da década de 40, Lovecraft tinha desenvolvido o que é conhecido hoje como Cthulhu Mythos, uma série de ficção vagamente interligada com um panteão de entidades anti-humanas, bem como tomos antigos como por exemplo o livro Necronomicon, um Grimório fictício de ritos mágicos e sabedoria proibida.

Ele morreu em 15 de março de 1937 de câncer aos 46 anos e foi enterrado 3 dias depois em Providence.

De acordo com Joyce Carol Oates, Lovecraft, como aconteceu com Edgar Allan Poeno século XIX, tem exercido “uma influência incalculável sobre sucessivas gerações de escritores de ficção de horror”, Stephen King,outro escritor que respeito e admiro muito, chamou Lovecraft de “o maior praticante do século XX do conto de horror clássico.

H.P. Lovecraft escreveu vários contos e histórias e é considerado um dos maiores expoentes do conto gótico de horror no século 20 porque atualmente sua obra influencia e pode ser encontrada além dos livros em filmes, jogos de computador, animações gráficas, arte, etc.

Ele sempre considerou os sonhos uma fonte de inspiração. Muitos dos seus contos tratam de uma terra onírica que é alcançada por sonhadores experientes. Alguns destes contos estão entre os melhores trabalhos do autor e são comumente agrupados em um conjunto chamado ‘The Dream Cycle’. Os contos que fazem parte deste grupo, são:

· Os Gatos de Ulthar (The Cats of Ulthar)

· Celephais (Celephais)

· A Maldição de Sarnath (The Doom That Came to Sarnath)

· A Procura de Kadath (The Dream Quest of Unknown Kadath)

· Os Outros Deuses (The Other Gods)

· Polaris (Polaris)

· A Procura de Iranon (The Quest of Iranon)

· A Chave de Prata/Através dos Portões da Chave de Prata (The Silver Key/Through the Gates of the Silver Key)

· A Nau Branca (The White Ship)

Outro agrupamento comum trata dos contos onde aparecem deuses do panteão criado pelo autor e é chamado ‘The Cthulhu Mythos’. Neste grupo também encontraremos numerosas referências a certos ‘livros malditos’ que tornaram-se lugar comum na literatura de horror moderna como, por exemplo: The Vermis Mysteriis, Fragmentos Pnakóticos, Unaussprechlichen Kulten e o famonso Necronomicon. Os contos que fazem parte deste grupo são:

· A Cidade Sem Nome (The Nameless City)

· (The Hound)

· O Festival (The Festival)

· O Chamado de Cthulhu (The Call of Cthulhu)

· (The Dunwich Horror)

· Um Sussurro nas Trevas (The Whisperer in Darkness)

· (The Shadow Over Innsmouth)

· Nas Montanhas da Loucura (At The Mountains of Madness)

· Os Sonhos na Casa da Bruxa (The Dreams in the Witch-House)

· (The Thing on the Doorstep)

· Sombras Perdidas no Tempo (The Shadow Out of Time)

· (The Haunter of the Dark)

· (History and Chronology of the Necronomicon)

· (Fungi from Yuggoth)

Para conhecer um pouco mais sobre sua obra segue abaixo dois vídeos amadores baseados na sua obra.

Vídeo 1: The Call of Cthulhu.

Vídeo 2: The Shadow Out of Time.

Gostou desse autor? Então acesse também o post sobre o conto Dagon.

Esse escritor merece o selo. Para quem não sabe, o selo  é um reconhecimento especial do site para conteúdos que merecer ser lidos, revisados e usados como inspiração!

Selo

1 responder
  1. Mariano
    Mariano says:

    E aí Juba?!

    Esse cara aí só podia dar nisso. Morou com a mãe e depois com as tias, casamento não deu certo, não tinha internet nem videogame.

    Se tivesse nascido hoje, seria um nerd gordinho que no máximo iria postar comentários no blog dos amigos ou montar comunidade do orkut: “Lovercraft rules WOW!!!!”

    Tenho que ler algum livro desse cara aí… um dia quem sabe!?

    Abraço.

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