Encontro com um vampiro…

Enquanto o peito arfa com estranha emoção
a criatura noctívaga se aproxima lentamente
nada de sua presença denota confiança ou
beleza, apenas sinto meu medo…

Seus olhos são duas chamas ardentes que queimam
os incautos pensamentos do andarilho, sua língua é
doce para os ouvidos, e sua face se esconde por entre
as sombras…

O seu destino de origem não pode ser pré-determinado
apenas que suas pegadas foram deixadas em meio a poças de
sangue coagulado e faces pálidas…

Agora, a criatura imortal, que sibila diante de ti arranca todos
os teus medos pelo espaço que fez em teu pescoço
enquanto você cai lentamente, você vê teu rubro sangue
gotejar abaixo de ti…

Como que numa prece maldita, você escuta o canto do
necrófilo, de seus pulsos estão a chave da vida morta, ou
da imortalidade inócua…

De sua escolha você vira a face, decidindo morrer como
um humano mortal, e não vivendo como um morto vivo
até o fim de seus dias…

Restando a ti pela eternidade, a lembrança daqueles olhos no meio da noite…

“És o sangue que corre pelas veias abertas de seus inimigos…”