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Grandes resoluções para 2015!

– Comemorar como um Hobbit;
– Parecer um Elfo;
– Beber como um Anão;
– Lutar como um Homem;
– Fumar como um Mago;
– Ser rico como um Dragão e
– Não agir como um Orc! 😉

 
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O balanço.

 “Mais um ano se acaba,
e dentro de muitos morre a inocência.

Aquela parte que sonha,
que gosta de imaginar e de viver sem limites.

Então, eu não desejo apenas um ótimo 2015.

Desejo também que você acorde seu lado criança mais uma vez.
Desamarrando as correntes, arrumando o balanço e, quem sabe…
abrindo um sorriso inocente nesse vem e vai da vida”.

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Shodô

“Sem imaginação
nem histórias,
o fazer não existe
em mim.”

 

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Boas festas a todos!

Desejo a todos um natal cheio de livros e um ano novo repleto de imaginação, novas histórias, diferentes mundos, emocionantes aventuras e monstros bizarros. 😉

 

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A Biblioteca dos sonhos

A  grande Biblioteca dos Sonhos

“E um poderoso trovão a distância se fez, alarmando o coração dos homens de bem e acordando todos os seres fantásticos que se escondem pelo mundo. Chegou a hora da revelação. O fim deste mundo e o início do próximo se aproxima”.

– Trecho de um livro de fantasia perdido nos corredores da grande biblioteca dos sonhos. –

Biblioteca dos Sonhos é uma referência a Sandman, uma revista de história em quadrinhos criada pelo escritor inglês Neil Gaiman em 1988 para a Vertigo, selo adulto da Editora DC Comics. Suas histórias descrevem a vida do Lorde Morpheus, o governante do Sonhar (o mundo dos sonhos) e sua interação com o universo, os homens e outras criaturas.

Em 2015 fará 27 anos que se deu início a saga Onírica que já foi aclamada pelo mundo todo. Para mim, é uma série que deixa muitas saudades e que ainda consegue atrair novos fãs no mundo todo.
Enfim, uma obra que merece toda a consagração dos fãs e da crítica especializada, pois nunca na história dos quadrinhos, houve uma saga tão complexa e tão belamente produzida.

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Todos vestem máscaras.

“Todos vestiam máscaras naquele baile insano.

Sorrisos escondiam lágrimas, raiva revelava o medo e os apertos de mão afiavam punhais.

Olhe de novo, às suas costas. Todos tem o mesmo nome. Até tu Cícero!
Então não julgue um livro pela capa. Nem aceite o conteúdo bem escrito.
Pois até mesmo a tinta pode ser feita de sangue.

E como essa é a regra para sobreviver. Só nos restava aceitar e viver.
Escolhendo as máscaras mais vendidas no mercado e acompanhando as últimas tendências.

Porque tudo está bem pois vivemos em uma felicidade sem limites provida por uma dose diária de Soma.

E assim ficamos. Trajando faces fendidas sem conteúdo que sorriam incertezas como passos de dança. Presos em um baile, sem melodia e sem estilo, por toda eternidade”.


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Meu desejo por livros é comparável ao desejo de Smaug por ouro!

Recentemente minha esposa comentou sobre minha mania compulsiva de comprar e acumular livros. Buscando representar bem esse meu lado exagerado ela me disse que eu parecia com o Dragão Smaug.

Eu entendi bem o exemplo, mas é claro que essa comparação atiçou minha imaginação. Por fim, acabei modificando uma imagem criada por Will Roberts para usar como capa da página e o resultado até me deixou com uma pontinha de orgulho! Evocar imagens nerds dá nisso.


Smaug, o Dourado foi criado por J. R. R. Tolkien na obra “O Hobbit” de 1937. Ele é o antagonista da história pois vivia nas masmorras da Montanha Solitária (também conhecida como Erebor) na Terra Média, depois de expulsar os anões, para se apropriar de suas riquezas. 

Preocupado com o retorno de Sauron à Terra-média, o mago Gandalf temia que o dragão fosse usado nos planos de conquista do inimigo Sauron. Por causa disso ele auxilia o anão Thorin Escudo de Carvalho a recuperar sua herança perdida. Para isso ele organiza uma comitiva entre a companhia de Thorin e o Hobbit Bilbo Bolseiro.

Como o livro do Hobbit possui muitas de suas inspirações nos trabalhos da mitologia nórdica, incluindo Beowulf, Smaug pode ser interpretado como uma figura da avareza.
Se quiser ver um pouco mais do grande Smaug, eu convido a todos a assistir a trilogia do Hobbit. A última parte do filme acabou de ser lançado no cinema.
Segua abaixo uma das cenas do filme. 
Por fim, finalizo esse post com duas pequenas perguntas:

O que acharam do dragão e a sua montanha de livros?

E você conhece alguém mais que sofre dessa febre? 😉

 

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Infinitas Portas


Existem infinitas portas
dentro de cada um de nós.

Algumas nos levam para outros mundos.
Outras, abrem segredos de nós mesmos,

Para acessar, é preciso usar a chave certa.
Uma chave feita de palavras e sentimentos.

Sendo assim, me responda:
O último livro que você leu, abriu qual porta?

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A boa senhora da casa ao lado.

 

Não existe essa coisa de magia. Mesmo assim, ela continua fazendo efeito em nossa imaginação.”

As pessoas gostam de histórias. Algumas buscam escutar sobre dragões e princesas num distante mundo prateado, outras querem saber sobre o que aconteceu com os soldados japoneses e americanos durante a segunda guerra mundial.

No meu caso, eu sempre gostei daquelas histórias simples, contadas ao pé da fogueira durante a noite junto com os amigos tomando um chimarrão. Sabe, daquelas histórias intimistas que mesmo pequenas ainda assim guardam segredos e mistérios que ninguém realmente compreende mas que todos admiram.

Recentemente eu me lembrei de uma história que envolvia uma casa antiga que ficava na minha rua. Uma casa que era uma mistura insana de diversas construções e por causa disso parecia uma coisa quase orgânica que havia nascido inicialmente como uma casa de madeira e depois resolveu adotar ou crescer cômodos de pedra, palafita e alvenaria.

No fundo dessa casa tinha um grande quintal onde você sempre encontrava rosas vermelhas e brancas de diversos tamanhos, árvores das mais diferentes espécies, ervas de todos os cheiros e cores, cogumelos dos mais diversos formatos e morangos, daqueles bem vermelhos, grandes e doces.

Para mim era uma aventura diferente toda vez que ia brincar naquele quintal. Para chegar até o fundo dele eu me lembro de que tinha de passar por diversos vasos suspensos de samambaias enquanto vários duendes de pedra me olhavam de esguelha por detrás dos arbustos.

A porta da casa era um show em particular. Feita inteiramente de madeira de lei, estava sempre pintada de uma tinta branca e antiga que vivia descascando. Por trás dessa tinta eu sempre enxergava alguma inscrição ou desenho, algo que para mim era misterioso e diferente.

A casa ficava a algumas quadras de meu colégio, por causa disso, eu sempre passava na frente dele quando estava voltando para casa. Ela ficava em uma daquelas ruas calmas e vazias de cidade pequena do interior e o seu muro era baixo o que me possibilitava pular com facilidade quando bem quisesse.

A senhora que morava lá era baixa e gorda com cabelos curtos de um branco tão forte que às vezes eu achava que eram azulados. Quase sempre ela estava usando um vestido longo florido e um avental normalmente sujo de chocolate e açúcar.

Lembro-me bem, tinha apenas doze anos e já era maior que ela. Mas o sorriso dela era gigante e incrível. E sempre que eu pulava o muro e ia brincar no seu quintal ela sorria para mim de maneira sincera e bonita.

Claro que naquela casa eu me sentia protegido e amado. Eu havia perdido meus avós muito cedo e ela não tinha nenhum parente. Então eu sempre a visitava e levava presentes. Ela era minha avó postiça e eu era o seu netinho querido.

Uma das coisas mais legais da casa é que a porta branca e descascada já dava direto para a cozinha. Na realidade, era um cômodo enorme que fora transformado em uma cozinha com diversos utensílios modernos misturados a outros mais tradicionais como um moedor de café e um fogão a lenha.

Logo depois, tinha um corredor que dava para a sala de jantar com uma grande mesa que podia receber até doze pessoas e um espaço formado por um velho sofá confortável, um grande toca discos e uma TV preto e branco SEMP de 1951.

E o cheiro da casa era maravilhoso. Parecia ser uma mistura de pão de queijo com bolo de fubá quentinho. Mas às vezes eu sentia um cheirinho de frango assado e macarronada com muito queijo. Hummm. Era de dar água na boca.

Era por causa disso que todos os dias eu visitava a Dona Natália sempre que podia. Eu aproveitava para fazer minhas lições da escola debaixo das árvores do quintal e assim ganhava um novo quitute antes de voltar para casa.

Os outros garotos da escola não entendiam isso. Na maioria das vezes eles tiravam sarro ou me insultavam por visitar a velha louca da cidade. É claro que eu não entendia nada disso e continuava sempre na minha rotina que era formada por escola, visita a vó Natália e depois casa.

Ela sempre me dava conselhos firmes e diretos sobre a vida. Lembrando-me sobre o que era importante e sobre o que deveríamos deixar passar. Minha mãe ficava agradecida e sempre mandava presentes para ela, pois como trabalhava o dia inteiro fora, ela sentia que o filho estava em segurança brincando naquele quintal.

Foi assim que eu passei minha infância toda, vendo os cogumelos crescerem, os bolos de fubá ganharem diferentes coberturas e os morangos mais doces se tornarem meus lanches da tarde enquanto eu estudava geografia, ciências ou literatura.

E toda vez que eu me esquecia da hora, a Dona Natália me lembrava de que tinha de voltar para casa e me mandava prestar atenção ao por do sol. Ela sempre dizia que “a verdadeira magia do mundo nascia no cair do dia e no nascer da noite”. Por causa disso, sempre que posso, eu ainda continuo a observar o pôr do sol.

Eu acho que em dez anos de idas e vindas eu só encontrei a porta branca fechada por cinco vezes diferentes. A Dona Natália me explicava que era por causa de uma gripe, mas eu sempre desconfiei de outro motivo, pois toda vez que eu entrava na casa no dia seguinte eu encontrava um estranho vaso de barro com a boca tampada no alto do armário da sala.

Eu sempre achei que era porque ela recebia a visita de alguém no dia anterior, talvez de algum parente distante. E essa pessoa sempre deixava como lembrança um vaso daqueles. Eu já havia contado pelo menos uns quinze enfileirados no alto do armário que ficava na sala.

As pessoas da cidade as vezes cochichavam sobre esse vasos. Alguns diziam que eles faziam parte de um pacto que ela tinha feito com os seres da floresta, outros que era um tipo de macumba. Eu escutei uma vez da beata da cidade, que era bem fofoqueira, que ela na realidade guardava nos vasos as almas de todas as pessoas más que haviam tentado invadir ou roubar sua casa.

Eu achava graça disso e continuava curtindo as sombras do jardim enquanto lia um romance do Monteiro Lobato nos fins de tarde. Era realmente maravilhoso passar a tarde toda sentado perto daquelas rosas sentindo o cheirinho do fubá e do café quente que vinha de dentro da casa.

Muitos anos se passaram, mas a memória dessas tardes até hoje me embalam. Quando adolescente minhas visitas começaram a rarear e depois de velho e aposentado eu praticamente me esqueci dos bons momentos que passei naquela casa.

Hoje, mesmo velho e cansado, caduco e avoado eu sempre vou agradecer a Dona Natália pela bondade e compreensão.

Eu sei que fui um jovem maroto, mas eu sempre vou guardar ela e o jardim bem no fundo do meu coração. Deve ser por isso que depois de tantos anos, bem no fim da minha vida que ela voltou a me mandar o bolo de fubá que eu tanto gostava.

Sei que você deve estar me chamando de velho louco agora. Mas se você descer a rua do colégio e olhar a direita, até hoje você pode avistar aquela casa de pedra, palafita e alvenaria, com uma porta branca e descascada e um jardim maravilhoso no fundo.

Se tiver disposição e for educado o suficiente para passar pelos duendes de pedra, ela pode te convidar a entrar e tomar um café. Quem sabe você aprenda alguma coisa sobre o mundo.

Eu aprendi. E ate hoje sou agradecido por isso.

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Finalizei o meu primeiro NaNoWriMo!

No dia 21 de outubro eu comecei a participar do NaNoWriMo ou National Novel Writing Month que é uma abordagem divertida, do tipo faça-você-mesmo de escrita criativa organizada pelo sindicato de escritores dos Estados Unidos.

Enfim, o desafio proposto era de escrever um romance de no mínimo 50.000 palavras em até 30 dias. Eu aceitei o desafio e iniciei um projeto totalmente novo durante meu período de férias.

Hoje, com muito orgulho, devo dizer que finalizei 52.000 palavras e fechei a versão inicial de meu mais novo projeto!

Acredito que é importante comentar que hoje em dia os grandes romances alcançam de 80.000 a 120.000 palavras, no entanto, 50.000 palavras giram em torno de 170 páginas e muitas boas histórias já foram feitas com essa quantidade de conteúdo. Vamos citar alguns exemplos:

  • The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy by Douglas Adams (46,333 words)
  • The Great Gatsby by F. Scott Fitzgerald (50,061 words)
  • As I Lay Dying by William Faulkner (56,695 words)
  • The Giver by Lois Lowry (43,617 words)
  • Speak by Laurie Halse Anderson (46,591 words)
  • A Separate Peace by John Knowles (56,787 words)
  • Fahrenheit 451 by Ray Bradbury (46,118 words)

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