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Balada de um corpo seco…



Por caminhos sem nexo tropeçamos
com olhos quebrados e mente cega
pernas secas e idéias destroçadas.
Nada para nos aliviar o peso da viagem.
Ainda assim, perseveramos
Pois nossas lembranças e esperanças nos acalentam,
e nos ajudam a prosseguir.
Mas ainda assim, nada é simples.

Deixamos nossos irmãos mortos pelo caminho
e só restou o pó de nossas nossas vitórias
apenas espadas quebradas e sem fio. 
Sujas de nosso próprio sangue.

Nada mais nos resta,
nada é importante.

Apenas progredimos pela trajeto deserto,
além da vida,
da esperança e
do desejo.

Continuamos sem cessar atrás do nosso destino.

Mesmo com a barriga inchada,
os sentimentos cegos e
as mãos mortas, nós avançamos.

Não somos mais corajosos,
Apenas esquecemos o que é perder.

Não somos mais fortes,
Meramente ultrapassamos o limiar.

E penosamente não morreremos,
Pois até mesmo a vida já nos abandonou…







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