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Aquele que interrompe o fluxo dos rios.

“Uma vez que você elimina o impossível, qualquer que seja o resultado,
não importa o quão improvável, deve ser a verdade.”
Sir Arthur Conan Doyle


Capítulo 1: A Criptozoologia.


Map of World Mythology-Design by Simon E. Davies


É com muito interesse e até mesmo orgulho que inicio a descrição dos resultados da nossa primeira missão científica que, antes de tudo, sempre foi considerada por nossos estimados colegas da academia como uma inútil caçada a velhos ossos e mitos infundados.

Eu compreendo que é fácil duvidar daquilo que nós não conhecemos ou mesmos não temos provas empíricas. No entanto, para mim, crer apenas naquilo que já foi provado, sem nenhuma nova descoberta ou inovação, não tem valor algum.

E foi bem por causa disso que desde o início, a nossa instituição sempre buscou extrapolar as possibilidades do pensamento corrente, sem nunca se esquecer, é claro, de combater o charlatanismo e a falta de interesse científico.

É de nosso total interesse a manutenção de nossa respeitabilidade através das aplicações e técnicas do mais alto valor catedrático e científico. E é assim que sempre buscamos avaliar as inúmeras ideias e informações que recebemos de nossos pesquisadores espalhados por todos os lados do globo.

Para muitos pesquisadores, a Criptozoologia estudada por muitos de nossa organização é considerada como uma pseudociência, pois erroneamente eles consideram o estudo de animais lendários ou avistadas por poucas pessoas como uma perda de tempo.

No entanto, a Criptozoologia também estuda a ocorrência de animais presumivelmente extintos abordando alguns tópicos de um ponto de vista antropológico, algo que muitos biólogos e zoólogos consideram um embuste equivalente à astrologia.

Mesmo com todo o ceticismo muitos de nossos pesquisadores ganharam credibilidade quando capturaram uma série de animais considerados “mitológicos”. O Celacanto descoberto em 1938 por Peter Stegan e a Lula gigante capturada em 2004 pelo pesquisador japonês Kyoichi Tsunemi são dois exemplos bem conhecidos atualmente pelas redes de notícias do mundo.

Foi exatamente por causa desse ramo científico que muitas vezes ultrapassa as fantasias alucinadas dos crédulos que nos levaram para uma aventura ambiciosa nas mais profundas e desconhecidas regiões da República do Congo.

Lembro-me bem que no início eu e meus colegas estávamos ligados à instituição apenas por um pequeno projeto universitário. E na época tínhamos poucas possibilidades de conseguir a verba adequada para realizar a pesquisa considerada por muitos como polêmica.

Mesmo assim não aceitamos a derrota e continuamos trabalhando de forma incessante para conseguir, pouco a pouco, amealhar os dados necessários bem como os especialistas nos campos específicos para assim convencer a Instituição que o dinheiro seria bem empregado.

 

Capítulo 2: Expedição Brasil – Congo.

Congo-Travel-and-Tours-Header

A instituição financiou todos os preparativos e detalhes da expedição. Aviões, barcos, materiais para acampamento e todo o equipamento pessoal para vinte pessoas foram organizados ao longo de meses de preparo.

Apenas depois de equipados à perfeição para realizarmos a pesquisa é que o avião de carga partiu do Rio de Janeiro. E no início de janeiro de 2014 pousamos em Kinshasa, última escala antes de adentrarmos ainda mais na República Democrática do Congo.

Devo confessar que na qualidade de antropólogo, meu intuito ao organizar a expedição consistia desde o início de apenas coletar amostras, estudar os povos indígenas locais, e com alguma sorte, descobrir alguma das evidências interessantes que alguns dos antigos habitantes da região noroeste do Congo haviam reportado para os jornais locais.

Interessante pensar que, na época eu não nutria nenhum desejo de ser um pioneiro em qualquer campo e apenas alimentava o desejo e a esperança de que a viagem me permitisse desenvolver novos conteúdos para meu doutorado.

Agora que a pesquisa teve seu desfecho eu preciso comentar que, qualquer coisa sobre a África ainda não é entendida inteiramente pelo resto do mundo, pois as pessoas, sobretudo os estudantes, normalmente não estão interessadas em conhecer o que acontece realmente por lá. E quando tentam, eles apenas se debruçam em livros escritos por alguns colonos brancos, criando assim interpretações sem bases devidamente fundamentadas.

Pessoalmente eu pude notar que a história do Congo, tal como é retratada nos livros, ainda permanece bem longe da tradição oral, apresentando assim inúmeros vazios na compreensão dos estudiosos. Fato esse que conseguimos superar ao empreender uma visita mais aprofundada, visando conhecer a população local e ao mesmo tempo desvendar um dos mistérios mais interessantes de toda aquela região.

No caso específico, nós exploramos a região localizada exatamente aonde existiu o império do Kongo, um poderoso império no continente africano localizado entre os rios OGWÉ (Gabão) no norte e Kwanza (Angola) no sul. Um império fundado por N´tinu Wene, no século XIII, e que teve como capital, a cidade de Mbanza-Kongo.

Nosso grupo operou, sobretudo na bacia do Congo, uma região estável do ponto de vista geológico e climático e que possui o segundo maior rio do mundo, apenas ultrapassado pelo rio Amazonas. Enfim, uma região cheia de crocodilos cercado por uma densa selva capaz de esconder diversos segredos.

O relato não termina por aqui! Para acessar a história completa clique nos links abaixo:

Leia esse conto pelo Wattpad:
http://www.wattpad.com/myworks/42547915-aquele-que-interrompe-o-fluxo-dos-rios

Ou através do Widbook:
https://www.widbook.com/ebook/aquele-que-interrompe-o-fluxo-dos-rios-1 

 

Agradeço a todos os leitores e fico no aguardo de comentários e opiniões sobre a história. Importante comentar que nenhum animal pré-histórico foi ferido durante a criação desse texto e que parte das notícias citadas no conto são consideradas por diversas pessoas como verdadeiras! E você, o que acha? 😉

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