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Andorus – A História de uma era.

“Entre os anos de 2000 e 2005 eu e alguns amigos (Jeffrey Haiduk e Thiago Viol em especial) sonhamos em criar um jogo de computador com temática medieval e fantástica. O conto abaixo faz parte de um dos diversos materiais criados e recriados ao longo desses anos. O jogo nunca foi desenvolvido mas parte de suas histórias ainda continuam ecoando em nossas vidas até hoje. Imagens utilizadas para ilustrar o conto acima são de Chris Bourassa, Ryan Pancoast, Vincent Devault e outros.”

O início de uma era sempre é conturbado. Sobretudo quando suas lendas e histórias são contados por homens capazes de errar como nós. Por isso, vou então tentar ser o mais prático possível no delinear desse pequeno conto. Que apesar de seu reduzido tamanho conta a história inicial de um mundo do seu início até o completo desenvolvimento.

O mundo se chama ANDORUS que na linguagem dos antigos significa planeta das mudanças eternas. Uma designação criada pelos primeiros estudiosos que surgiram nesse mundo, uma alusão clara às crenças primordiais.

Como citei, espero ser o mais prático possível para explicar toda a história. Por isso, não vou entrar em detalhes sobre a filosofia e a religião. Apenas devo citar que a maior parte das ações dos personagens foi baseada numa crença equilibrada sobre os padrões da Ordem e do Caos.

 


Devo lembrar porém, que isso não demonstra que aquele que acredita no Caos é por definição uma pessoa “do Mal”, ou quem acredita na Ordem é “do Bem”. Tudo depende do momento e do ponto de vista que existe sobre ele. Sendo que coisas boas podem se tornar más e assim por diante. Então, vamos continuar.

No início dos tempos, Andorus era um mundo exuberante em vida e força primordial. As florestas e animais cobriam toda a extensão do planeta em exemplos e formas que você mal pode imaginar. A capacidade de variação e adaptação eram incríveis pois a evolução se aproveitava de uma fator muito importante. Todas as formas de vida eram capazes de entrar em contato e usar de alguma forma a energia conhecida como FORÇA PRIMORDIAL.

Essa energia só pode ser explicada se nos utilizarmos da mais completa forma de imaginação. Eu poderia citar trabalhos gigantescos que tentam explicar seus princípios mais profundos. Pense apenas no seguinte. Como você é capaz de imaginar imagens e situações, às vezes certas formas de vida pode fazer o mesmo com a realidade.

Com essa capacidade, os animais podiam se tornar mais, extrapolando o meio que os limitava, mudando o meio. A vida extrapolava sua condição inicial, pois o meio ambiente não mais continha a sua expansão.

Por milênios o maior exemplo desse poder era representado pela grande raça dos Dragões. Animais magníficos que dominavam os poderes do fogo, do ar e força física. Criaturas tão poderosas que eram capazes de destruir montanhas ou mesmo queimar florestas inteiras.

Dizem que foi nesse momento que surgiu dentre todos os animais uma criatura classificada como responsável pela destruição de todos os outros animais mágicos. Essa criatura é o homem.

Vocês que escutam essas palavras podem não entender como o surgimento do homem pode ter sido assim tão importante para todo o planeta, por isso, vou tentar explicar. O homem, é um animal que por causa da sua imensa capacidade imaginativa pôde, desde cedo na sua evolução, alcançar e usar das mais diversas maneiras a energia primordial. Essa sua capacidade se revelou, como tantas outras coisas, assaz danosa.Nos primeiros milênios, o homem aprendeu a usar a força primordial da mesma forma que os animais. Extrapolando assim suas capacidades, tendo maior força e inteligência. E apesar de apenas um grupo pequeno (1 pessoa a cada 1000) da raça ter a capacidade de usar a Força primordial com força total foi na era Pré-Mágica, que surgiram os Druidas,osElementalistas eosMetamorfos. Cada tipo possuindo uma forma diferente de utilizar a força primordial para manipular a realidade.

Os Druidas eram todos os homens que se utilizavam do meio ambiente para trabalhar a Força Primordial.Aeles eram atribuídas capacidade de manipulação da vida pois seus conhecimentos o levavam a ter um contato maior com a natureza, em especial com as plantas.Esse contato se revelava na forma de um controle sobre seus aspectos.Eles eram capazes de manipular a vida vegetal e de uma forma secundária a vida animal, podendo se tornar mestres das plantas e animais, porém, eles nunca alteravam a sua essência, mantendo seus corpos e mentes intactos.Os Elementalistas também se utilizavam do meio-ambiente. Porém, o que os diferia dos Druidas eram que eles estavam mais em afinidade com a natureza em geral, e essa afinidade lhes proporcionava a capacidade de, baseados nos quatro elementos básicos, terra, água, fogo e ar, copiar suas capacidades e qualidades. Eles eram dessa forma capazes de extrapolar o corpo dos homens comuns, podendo ser mais fortes, mais ágeis e mais incansáveis que qualquer um. O Elementalista podia usar a força da terra para ter mais resistência, ou então, à partir da afinidade com o ar, ser tão rápido e silencioso quanto o vento. Mas como os druidas, sua aparência continuava sendo a um homem comum.

Para os Metamorfos não existia essa limitação. Eles tinham a capacidade de, se concentrando em uma forma de vida específica, mudar seu corpo quando bem entendessem. Homens se tornavam aves e exploravam os céus, se tornavam peixes e caçavam no fundo dos lagos ou se tornavam feras e lutavam com garras, chifres e tudo o que a natureza selvagem podia proporcionar. Alguns mais afoitos até mesmo apagavam toda memória humana para assim se tornar por completo o animal copiado.

 
Enfim, os homens da era Pré-Mágica se utilizavam da força primordial para manipular o meio, suas diferenças principais só diferiam na forma em que eles faziam isso. Ou eles controlavam o Meio (Druidas), controlavam sua essência interior (Elementalistas) ou controlavam sua essência exterior (Metamorfos).

Aqueles capazes de usar a Força Primordial por completo se tornaram os maiores heróis e líderes das comunidades. A eles era encarregado sempre a proteção e a sobrevivência de seus semelhantes. Os outros, conhecidos como “os simples” eram responsáveis pelo trabalho braçal, pela educação dos novos e pelo cuidado das pessoas mais velhas da vila.

 

E foi no fim dessa era que os estudiosos do Caos dizem que o homem atingiu a capacidade de concretizar “um verdadeiro retorno à simplicidade” eliminando muitos dos animais que ameaçavam a sua existência. E foi no fim dessa era em que a manipulação da Força Primordial começou a ser chamada de Magia.

 

Ninguém sabe com exatidão como e quando a Era da Magia se iniciou. Um estudioso deve ter entendido que a manipulação da força Primordial não era restringida apenas aos três estilos iniciais. A manipulação poderia se tornar total quando o homem tivesse a capacidade de acessar com força total a Força Primordial e então, dessa fonte inesgotável de poder, manipular não só a realidade próxima de si, mas o mundo a sua volta. Foi dessa forma que surgiram os primeiros “Magos”.

Mago é uma classificação simplista, porém, vou utilizá-la evitando dessa forma me alongar demais. Eles eram estudiosos que descobriram como acessar na fonte a Força Primordial. Claro que, “acessar na fonte” é só força de expressão. Esses estudiosos tinham a capacidade de fazer tudo o que os pré-mágicos faziam, só que de uma maneira mais efetiva e digamos, exagerada.

Eles eram capazes de controlar o meio e mudar sua essência exterior e interior. Eles eram capazes de impor mudanças que antes não eram possíveis. Por exemplo, a manipulação de um Druida sob o meio se restringia a comandos naturais, como controlar o movimento de um animal. Já o mago, podia matar esse animal apenas com um pensamento, manipulando por completo sua energia vital.

Ou então, da mesma forma como um Elementalista pode aquecer seu corpo enquanto pensa no fogo o Mago pode aumentar isso incendiando algo apenas com seu pensamento. Ou então, como um Metamorfo pode mudar seu corpo, o mago pode também manipular seu corpo e o corpo de outros perto dele.

Foi nessa era que o homem pode alcançar o controle total de todas as formas de vida de Andorus. As criaturas mais fortes não eram capazes de enfrentar algo que se utilizava de ataques mágicos. Ou então não eram rápidas para fugir de alguém que pudesse sempre se igualar e suplantar suas capacidades.

Assim, muitos dos animais que se utilizavam da Força primordial se extinguiram ou acabaram migrando para regiões do mundo tão remotas que o homem não poderia alcançá-las.

Apenas os Dragões permaneceram por mais tempo pois sua capacidade mágica ainda se igualava aos melhores mágicos. Mesmo assim, regiões inteiras que eram antes consideradas selvagens e impossíveis de serem exploradas agora estavam livres para serem habitadas.

Com a vitória garantida e a luta pela vida assegurada, a vida dos homens se expandiu de pequenas vilas para grandes cidades, e com o auxílio da magia grandes comunidades surgiram e perduraram durante séculos.

 

A partir daí diversos grupos surgiram por todo o mundo, cada qual adotando uma espécie de “símbolo protetor” ou, um sendo um pouco mais filosófico, cada qual adotou um ponto de vista tão arraigada que muitas vezes a própria consciência ficava cega diante das outras.

Os antigos “pré-mágicos” ainda existiam e agora formavam um grupo só conhecido como Elementais. Além dos Elementais surgiu também o grupo conhecido como Morphius, que se especializaram em utilizar a energia primordial para trabalhar no âmago da capacidade de dar vida aos sonhos.

Os Elementais e os Morphius coexistiram em paz durante alguns séculos, logo depois deles surgiriam mais alguns grupos com “filosofias mágicas” diferentes.

Os Guerreiros da Honra surgiram nessa época. Senhores do combate, era pertencente à eles os maiores conhecimentos relacionados com a guerra e a honra. Além desses, surgiram os Mestres das Sombras, filósofos e magos que executavam suas magias e experiências sempre em contato com a escuridão e dela tiravam suas forças e magias.

Por muito tempo, o mundo foi guiado por estes grupos. Cada qual ensinou ao mundo sua filosofia e magia. Cada qual, cobrou seu preço e pagou sua dádiva à todos os reinos.

Foi então na metade da Era da Magia que dois novos grupos surgiram. Baseados na antiga crença que tudo o que existe era formado por representações da Ordem e do Caos, esse grupos adotaram cada um o símbolo que mais os agradava.

Aos campeões da Ordem foi dado a classificação de Cavaleiros da Luz. Eles eram senhores de imensa lealdade e disciplina capazes de defender tudo e a todos por aquilo que acreditavam. Sua principal capacidade era acreditar que a união fazia a força e que a decisão de uma única pessoa não era nada sem um grupo que o apoiasse. Seu maior representante foi a chamada “Sociedade das Rosas”. Um grupo de Cavaleiros da Luz dispostos a impor ao mundo seu conceito de lealdade e pureza.

 
 

Aos campeões do Caos foi dado a classificação de Necromantes. Senhores da morte e do Caos. Capazes de manipular as várias faces da morte e da destruição. Sua principal capacidade era acreditar que a individualidade era a essência, que a decisão de uma única pessoa era capaz de mudar o mundo. Sua maior organização era chamada “Existência das Sombras”. Um grupo de Necromantes dispostos a mudar o mundo a todo custo, mostrando assim que o Caos sempre tem precedência.

 
 

Duas filosofias tão distintas e ao mesmo tempo tão próximas. Dois grupos buscando uma verdade absoluta. Se tornando cada vez mais convictos em sua crença e cada vez mais cegos ao mundo que os cerca. Se esquecendo que não existe uma verdade absoluta e que o equilíbrio é, de uma forma ou de outra, a única forma de existência.

Em um determinado momento, foi passado a estes dois grupos a missão de coordenar o novo momento que o mundo estava vivendo. Os Elementais, os Morphius, os Guerreiros da Honra e os Senhores das Sombras se retiraram do mundo conhecido. Cada grupo havia vivido tempo suficiente para ver sua crença concretizada e rivalizada. Cada grupo estava satisfeito com o que havia feito ao mundo.

Eles então foram habitar regiões longínquas e inacessíveis aos homens comuns. Deixando um novo mundo nas mãos da Ordem e do Caos. Porém, a distância de seus iguais fez com que tanto a “Sociedade das Rosas”, quanto a “Existência das Sombras” se esquecessem que desde os primórdios eles sempre coexistiram.

Com o tempo, a sabedoria e a falta de humildade dominou os dois grupos, e cada um por sua vez só foi capaz de lembrar de si e não da missão de preparar o novo mundo para a próxima geração. E foi assim que a primeira “Guerra da Magia” começou. Liderados por seus maiores representantes, cada lado resolveu lutar para assim impor sua visão de perfeição. Sendo que a crença era que a eles pertencia a vitória pois aos outros existia apenas uma pequena crença a ser extinguida.

Porém, a fé de cada lado se revelou forte demais, e uma batalha seguiu outra e outra. O mundo começou a entrar em ruínas, pois os maiores manipuladores da magia começavam a se digladiar e cidades, com séculos de existência eram apagadas do mapa durante os confrontos.

 
Durando mais de 600 anos, os “representantes” da Ordem e do Caos mantiveram uma batalha constante. Regiões inteiras foram destruídas. Pessoas foram chacinadas com uma crueldade sem par. E até mesmo as poucas regiões selvagens que restavam nas proximidades, foram também atingidas. E como sempre, eram os simples, que mais sofriam.

Foi então que aconteceu. O ápice da batalha e também o evento que causou o fim dessa era foi o combate derradeiro dentro do Refúgio central do Culto ao Caos. A “Existência das Sombras” buscando acabar com a guerra e exterminar todos os seus inimigos começou a preparar uma Magia que iria, usando muita energia primordial acumulada, contatar uma outra dimensão de poder. Essa dimensão os daria a capacidade de controlar e manipular energias nunca antes vistas que possibilitariam a vitória total do Caos.

Então, a guerra que já estava acirrada se tornou uma luta desesperada. Pois a “Irmandade das Rosas” recebeu a informação da grande magia apenas algumas semanas antes da data que ela deveria ocorrer. Centenas de pessoas já haviam sido vítimas dos sacrifícios em honra aos deuses do Caos e da Escuridão. A magia estava se completando e o portal iria se abrir logo.

Todos os maiores guerreiros da Irmandade das Rosas começaram a se reunir na Cidade-Estado de Dominus. Era o momento da batalha final. O momento que um exército de mais de 10.000 marcharia. Nunca antes, o mundo havia visto tão grande exército formado por tantos manipuladores de magia.

Porém, o poder do Caos também estava mais forte. Energias místicas de outras dimensões já estavam agindo e seus servos agora controlavam e manipulavam forças nunca antes vistas. Com certeza seria uma batalha descomunal.

O exército de 10.000 homens marchou sob o comando do Cavaleiro Rhodan Rosewitt. Seu objetivo era atingir o coração dos servidores do Caos. A grande fortaleza negra que, impávida, ficava bem no meio da enorme floresta de árvores petrificadas. Segundo as lendas, tudo o que existe dentro da Floresta era mais vivo e mais maligno. As árvores, mesmo petrificadas pareciam não gostar de forasteiros e os animais que lá foram vistos atingiam formas e tamanhos bizarros.

Durante seu avanço, o Exército da Ordem, teve a tétrica impressão que a trilha que seguiam parecia mudar à todo o momento. Alguns diziam que as árvores estavam se movendo, fechando e prendendo dessa forma muitos homens. Porém, foi só no coração da floresta que ocorreu a primeira batalha.

 
 

Criaturas deformadas atacaram o exército. Monstros controlados pelos Necromantes. Criaturas que não eram vivas nem mortas. Porém, eram muito fortes, um reflexo do poder maior que estavam conjurando. A batalha durou todo um dia e uma noite e ao final apenas 3.000 soldados conseguiram atravessar e chegar ao centro da floresta. Estes eram os mais fortes, mais sábios e mais poderosos entre todos os Paladinos. E à sua frente Rhodan ainda comandava.

Estes homens marcharam com fúria total para os portões da fortaleza. A grande resistência do exército dos Necromantes não conseguiu deter seu avanço. E com a defesa rompida eles adentraram a fortaleza. Passo a passo os corredores se encheram de sangue. Tanto Paladinos quanto Necromantes tombavam mortos ao chão. Dos 3.000 só restavam 250 Paladinos e estes, lutaram com uma fúria insana deixando em seu caminho mais de 6.000 inimigos mortos. Eles não iriam desistir até alcançar seu último objetivo. Deter o Sacerdote de todos os Necromantes, o Mago Zargon.

Rhodan arrebentou a última porta que os separava adentrando o salão onde estava ocorrendo os últimos preparativos para a abertura do portal. Era a última chance antes da liberação total do poder e consequente vitória dos Necromantes. Os Paladinos ficaram surpresos com o que viram. Um grande cristal flutuava no centro de um círculo formado por 13 Necromantes. Zargon, ao lado do cristal, proferia as últimas palavras de invocação mágica. Todos os guerreiros que não estavam lutando para manter a retaguarda à salvo atacaram. Porém, antes que estivessem próximos o suficiente, a energia do Caos os reduziu a cinzas.

Rhodan reuniu todas as suas forças e numa prece aos deuses da Ordem atirou sua espada na direção de Zargon, utilizando toda a energia mágica que podia. A espada, impulsionada pelo poder mágico da Ordem, rompeu o círculo e atingiu o sacerdote. Um grito de dor ecoou pelo salão, pela fortaleza, pela floresta e além. O poder do cristal foi liberado e antes da grande energia explodir, os paladinos que ainda estavam vivos puderam notar um vórtice se abrindo e por um instante, onze formas espectrais adentraram nosso mundo, rumando para fora da fortaleza.

 

Rhodan se ajoelhou, pedindo perdão ao mundo por sua falha, pois sua missão não havia sido completada. Então um tremor irrompeu, as aves da região começaram a fugir assustadas. E do centro do tremor, um segundo do seu ápice, uma explosão ocorreu e o tempo pareceu parar, mesmo o som cessou.

 
Uma energia que nunca havia existido no mundo, irrompeu com força sobrenatural, criando uma onda de destruição que começou a se expandir até tragar todo o salão, toda a fortaleza e toda a floresta. Destruindo ainda quilômetros depois disso. Transformando tudo num gigantesco deserto que atualmente voltou a ser habitado por estranhas criaturas.

Todos os presentes morreram. Porém, os remanescentes da “Irmandade das Rosas” que estavam longe o suficiente puderam ver aquelas 11 formas espectrais se espalhando pelo mundo. Cada forma foi atingir uma região diferente do Planeta. E lá, como sementes, elas se aprofundaram na terra e ficaram à espera do sinal que iria acordar cada uma delas.

A explosão de magia que ocorreu utilizou tanta energia primordial que impediu a capacidade dos seres humanos de utilizarem a magia, sendo que sua presença só iria ser sentida depois de alguns milênios. E assim terminava a história inicial.

Mesmo assim, o mundo continuou com seu inexorável movimento. O desenvolvimento do homem continuou e os aos poucos os sobreviventes da Ordem e do Caos continuaram influenciando o homem em sua jornada.

As novas cidades vieram da Ordem, sua desagregação veio do Caos. A medicina evoluiu da mesma forma com que novas doenças surgiam. A Ordem promovia a base para a guerra e o Caos só deixava viver os mais fortes. Só que dessa vez eles não se confrontavam mais, mantendo essa batalha indireta por outra centena de anos.

Agora estes grupos eram apenas conhecidos por meio de lendas. Mas a história estava para mudar mais uma vez pois a magia sempre retorna, e as 11 formas espectrais adormecidas começavam a despertar. Nomes como Rhodan e Zargon enfim começaram a ser sussurrados novamente. E a Humanidade inteira novamente teria de decidir qual caminho tomar.

Qual seria a decisão dessa vez. Ordem ou Caos? Quem venceria?

Bem, essa já é outra história…

“Para os nerds, fica aqui a clara afirmação que o texto foi imensamente influenciado pela série Babylon 5 de J. Michael Straczynski. Um dos melhores criadores de mundos que já li.” 😉

 

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Andorus – A História de uma era. by JBAlves is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

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